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Terça - 12 de Dezembro de 2017
Marqueteiro que elegeu Marquinho tem seu favorito
Entrevista
Escrito por Rodrigo Guadagnim   
Sex, 02 de Dezembro de 2011 12:42
Denis Andia foi responsável pela estratégia nas duas vitórias do prefeito e defende que Carlos Defavari é o nome forte para 2012.

PERFIL

NOME: Denis Eduardo Andia
IDADE: 40 anos
CURRÍCULO: 
Matemática Aplicada Computacional (UNICAMP), Comunicação Social e Marketing (PUC Campinas), Multimeios (UNICAMP). Ex-Secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Bárbara d’Oeste. É Consultor em Marketing Eleitoral e proprietário da Full Hand Propaganda. Atuou em mais de 20 campanhas para prefeitos e deputados.

VÍNCULO COM RDP: 
Coordenador de Estratégia e Marketing das campanhas de Marcos Buzetto a prefeito, em 2004 e 2008.
 
 


O RIO-PEDRENSE: Nos bastidores, há quem especule a junção de Dr. Júlio com Carlos Defavari nas próximas eleições. Por outro lado, ventila-se até a hipótese de o grupo mais próximo ao prefeito Marquinho se juntar ao Dr. Júlio. Quais as chances de uma dessas alianças acontecer?
Denis Andia – Penso que depois de uma eleição polarizada como foi a de 2008, soa estranho essa proximidade. Há uma tendência natural e histórica para que o quadro após oito anos de um mesmo governante tenda a ser pulverizado em um ambiente onde novas candidaturas surjam.  É muito simplista para nós imaginarmos que a eleição de 2012 vai se resolver dessa forma, através de uma grande aliança. É preciso deixar muito claro que cada uma dessas peças, cada um desses possíveis candidatos que nós temos hoje pensa de forma diferente e as pessoas tendem a enxergar essa diferença. Acho que ainda tem muitos ingredientes que entram dentro dessa receita para 2012.

Há quem defenda que o  prefeito deveria se manifestar mais claramente sobre o nome que indica para sucedê-lo. Há tempo para que ele trabalhe em cima de um nome de pouca expressão?
Denis Andia – O prefeito Marcos faz o que lhe parece mais conveniente nesse momento, e isso é natural. Não acredito que ele tenha interesse em consolidar qualquer nome com antecedência. Agora, seria um erro de estratégia trabalhar na construção de um nome com pouca expressão, quando você já tem um bom nome, como é o caso do Carlos Defavari, que é bem aceito dentro e fora do grupo do prefeito, pois é um nome pronto e que se destaca em todos os aspectos, inclusive nas pesquisas. Nessa situação, apostar em outro nome me pareceria muito mais vaidade do que necessidade.

O prefeito reeleito tem uma tendência natural de sofrer uma queda na popularidade. Até que ponto isso é interessante estar do lado do Marcos?
Quando o prefeito é eleito pela primeira vez e o governo caminha bem, cria-se uma tendência muito forte que esse grupo permaneça unido. Isso faz com que outras pessoas, outros partidos, outros nomes, somem ao grupo que está no poder. Porém, o governo em segundo mandato (como é o caso de Rio das Pedras) trabalha com uma certeza: o atual prefeito não continua. Com isso a manutenção dessa unidade é muito mais complicada e vai depender da clareza e, principalmente, do desprendimento do atual prefeito no sentido de conduzir o processo com altruísmo. O apoio de um prefeito sempre pode ajudar, mas a história mostra que outros fatores são até mais importantes para se vencer uma eleição. Um bom candidato é sempre o melhor começo para uma campanha ser vitoriosa. Eu não descarto a possibilidade que Rio das Pedras tenha na próxima eleição três ou quatro nomes. Seria algo bastante natural.

O senhor acha que na próxima então, fatalmente, vai haver mais de dois candidato?
Acho difícil ter uma eleição polarizada como foi a última, com apenas dois grupos. Eu acho que é a tendência, até porque nós não temos nenhum grande consenso que atraia tudo para um lado só e que crie um contraponto unificado de outro.  
 
Voltando a possibilidade de junção entre Carlos e Júlio, qual é a probabilidade disso acontecer?
Acho difícil. Embora o Júlio seja um candidato que disputou uma eleição recentemente, me parece que o Carlos Defavari é uma pessoa com uma capacidade maior de agregar, inclusive pelo perfil administrativo e liderança que é fato. Eu acho que a possibilidade remota dessa união passa inevitavelmente pela capacidade de reconhecimento de alguém abrir mão do próprio espaço.
 
E esse “ceder espaço” é complicado, não é?
Ponha complicado nisso!
 
Supondo que essa aliança se concretize, ainda assim o senhor acha sairão mais dois candidatos?
Acredito que sim, pelo menos mais dois nomes. A conta não é tão simples assim, tem sempre alguém procurando espaço e isso é intrínseco à democracia. 
 
Colocando-se no lugar do Marcos, o senhor acredita que ele tem feito essa aproximação com partidos da antiga oposição, como PT e PDT,  para tornar o governo dele mais fácil ou visando as próximas eleições?
Na fragilidade de um, reside a força do outro. O prefeito Marcos faz o que lhe é conveniente e creio que faça isso para governar com mais facilidade. Acho esse um erro estratégico que ele ainda não percebeu. Na hora da eleição é outra história.
Mas a impressão é a de que ele está articulando alguma coisa. 
E eu não disse que ele não está! É natural que ele esteja preocupado em trazer partidos, e pessoas, mas o foco principal tem que ser o governo. É dele a responsabilidade de fazer o governo chegar inteiro até o final. Mas não se pode errar na dose – a diferença entre o remédio e o veneno, muitas vezes é só a dose.
 
Já ouvi de pessoas de outras cidades que Rio das Pedras é uma das mais complicadas no setor político. O que o senhor pensa a esse respeito? 
A característica que eu vejo e que é muito marcante em Rio das Pedras é que as pessoas se interessam muito por política, mais do que o normal. As pessoas torcem bastante, não apenas no período eleitoral, isso é uma coisa que a diferencia bastante se comparada a outras cidades que conheço. Isso dá um tempero diferente à cidade e às campanhas eleitorais. Eu me lembro muito bem, em 2004, quando eu conheci o prefeito Marcos, ele tinha 14 % das intenções de voto; isso era em julho e faltavam apenas 80 dias para a eleição. O então primeiro colocado na disputa, que era o Vitório Cezarino, tinha 54%, ou seja, 40 pontos de diferença. Ainda assim, conseguimos a virada por 42 % a 41 %.
 
O Marcos em três meses deu essa virada. Então ele, mais do que ninguém, deve confiar nessa possibilidade de, de repente, algum candidato ainda inexpressivo surgir dentro do próprio grupo e ganhar as eleições. 
A situação é bem diferente. Essa campanha do Marcos em 2004 foi o resultado de algumas variáveis, que não estão presentes no cenário atual. Em 2012, Rio das Pedras deverá buscar alguém maduro e aprovado administrativamente, capaz de liderar os setores produtivos do município e saber tirar o melhor proveito do desenvolvimento que a região experimentará nos próximos anos, com a chegada da Hyundai. Se você quiser que eu seja bem claro, acho que o Carlos Defavari tem tudo para ser prefeito de Rio das Pedras. Afinal, o que torna alguém capaz de ser eleito prefeito? É ter a maior capacidade de agrupar, de trazer para perto de si partidos e pessoas. Eu acho que a história dele, o envolvimento dele com entidades e a sua própria atividade empresarial trazem para ele uma malha de confiabilidade e relacionamentos muito fortes. E em um momento eleitoral, essa capacidade de reunir, de agrupar, faz toda diferença.

 
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