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Terça - 12 de Dezembro de 2017
Horário de atendimento do CAPS é reduzido e pais reclamam
Cidades
Escrito por André Rossi   
Sex, 09 de Novembro de 2012 17:40
SÓ UM PERÍODO
 
Ordem para redução partiu da Prefeitura; coordenador do Centro pretende recorrer
 
 
 
Pais de alunos que frequentam o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de Rio das Pedras estão insatisfeitos com a redução de horário de atendimento do local sem aviso prévio. No dia 22 de outubro (segunda-feira), os alunos que entram às 8h foram entregues em suas casas por volta do meio dia pelo ônibus da prefeitura; antes, eles só voltavam por volta das 16h.

Essa situação foi relatada por pais que procuraram a reportagem de O RIO-PEDRENSE. “Nós não temos nenhuma crítica em relação às pessoas que trabalham no Caps, todas são muito competentes, mas é visível que ao longo dos anos o Poder Público deixou de dar atenção ao Centro”, diz o pai de um dos alunos que preferiu não se identificar. “No começo do Caps, as festas eram grandes e o prefeito, vereadores e até guardas municiais compareciam. Agora, não tem quase nada e praticamente nenhuma autoridade do município marca presença”, diz ele. 

Uma mãe de aluno também comentou a situação. “Nós damos de graças a Deus que temos o Caps para nossos filhos que tanto precisam, mas não dá para entender porque deixaram de dar atenção ao local. Ao longo dos anos, a qualidade piorou, tiraram o médico que era exclusivo de lá e acabaram de transferir uma enfermeira. Queremos saber por que isso está acontecendo”, diz ela. “Meu filho está muito abalado. Ele disse que o horário de verão já meche com a cabeça dele, combinado com isso de agora sair mais cedo do Caps, ele fica muito confuso”, relata ela. 

A reportagem de O RIO-PEDRENSE procurou a direção do Caps para saber quais foram os motivos para essa redução repentina no horário de atendimento. Segundo o coordenador do Caps, José Luis Reis dos Santos (Tobi), a redução foi ordem da Prefeitura. “A Secretaria de Recursos Humanos ligou para nós e pediu para que o horário fosse reduzido e que mandássemos os alunos para casa ao meio dia”, diz ele, que pretende recorrer. “Eu vou entrar com um ofício na prefeitura solicitando um profissional de enfermagem e um assistente social para ficar no Caps na parte da tarde, assim o local poderia funcionar até às 15h novamente”, explica Santos. 

A técnica de enfermagem Valéria Cibim, que trabalha no Caps, critica a redução de horário. “Isso prejudica muito o tratamento deles, pois são pessoas muito sensíveis a mudanças. Fora que na parte da tarde desenvolvíamos várias oficinas culturais que eles adoravam. Agora, mal dá tempo deles tomarem café da manhã, desenvolver alguma atividade, almoçar e ir embora”, critica. 
 
 
Medicamentos estão em falta na Farmácia Popular
 
 
 
Os pais que tem filhos no Caps utilizam a Farmácia Popular do município para conseguir remédios necessários para o tratamento. Muitos desses medicamentos nunca estiveram disponíveis na Farmácia Popular, porém vários remédios que antes estavam disponíveis agora estão em falta. 

“Omeprazol, Rivotril e Fluoxetina são alguns dos medicamentos que nós pegávamos na Farmácia Popular e que, de uma hora para outra, deixaram de vir. Nós já gastávamos cerca de R$350 em medicamentos antes, agora que esses estão faltando, nossa conta com remédios para nosso filho fica em torno de R$500”, diz uma mãe que preferiu não se identificar.

Entretanto, não são apenas os alunos do Caps que estão sofrendo com esse problema. Edna Bassani e três membros de sua família pegavam remédios na Farmácia Popular que agora estão em falta. “Sou eu quem sempre buscava os remédios para o pessoal da família. Minha mãe precisa de remédio para tiroide, meu pai para pressão alta e meu cunhado para o coração. Desde outubro que esses medicamentos estão em falta. Isso sem contar o Omeprazol, que é o que eu uso e está em falta de agosto”, conta ela. “Graças a Deus que nós temos condições de comprar os remédios, mas e quem não tem? Como lida com essa situação?”, questiona Edna. 

A reportagem de O RIO-PEDRENSE entrou em contato com o secretário de Saúde, Davi Gonçalves, para saber se há previsão para repor esses medicamentos. “Realmente, alguns medicamentos estão em falta, até por conta de estar se aproximando o fim do ano pela transição de governo que haverá ano que vem. Porém, nós estamos realizando todos os processos para comprar esses medicamentos e vamos trabalhar para que no máximo em duas semanas o estoque esteja reposto”, diz Gonçalves
 
 
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