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Sexta - 15 de Dezembro de 2017
Rio-pedrenses são aprovados nas categorias de base da Ponte Preta
Esportes
Escrito por André Rossi   
Qui, 15 de Novembro de 2012 15:56
RUMO AO PROFISSIONAL


Atletas treinam futebol na área de lazer Genatti Soave, o popular “Campo da Biquinha”, em projeto social de Amauri Delagracia


O campo não é dos melhores. A grama é alta, em diversos pontos há apenas terra e não há uma manutenção constante no local. Entretanto, as limitações do campo da área de lazer Genatti Soave, o popularmente conhecido “Campo da Biquinha”, não impedem que jovens talentos surjam para o futebol brasileiro. É esse o caso do atacante Diego Araújo de Souza, 16, e do meia esquerdo Guilherme Vinícius Lemes de Godoy, 16, rio-pedrenses que foram aprovados para jogar nas categorias de base da Ponte Preta. 

O projeto social é mantido há dois anos pelo professor Amauri José Delagracia, que treina jovens de todas as idades sem cobrar nada (leia mais nessa página). “Nós fomos chamados para fazer o teste na Ponte Preta graças a um convite do pessoal da escolinha de futebol Pinta de Craque, de Capivari, que tem boas relações com a gente”, conta Delagracia. 

O teste para jogar nas categorias de base da “macaca campineira”, clube que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro, foi realizado no dia 29 de outubro, na cidade de Capivari. Cerca de 200 atletas da região fizeram o teste. Dos cinco aprovados, três são rio-pedrenses. Além de Diego e Guilherme, o jovem volante Adson Pérsio de Barros, 14, também passou no teste, porém não poderá ir para a base devido a idade; ele precisaria ter 15 anos para ser aprovado. 

Diego joga futebol há oito anos, mas só começou a treinar dom Delagracia no último ano. “Eu sempre joguei como zagueiro. Só que ele me observou jogando e disse que minha posição não era zagueiro, e sim de atacante. Então eu comecei a treinar nessa função e ele disse que me queria como atacante no time”, conta Diego, que foi fazer o teste na Ponte Preta sem muitas esperanças. “Muita gente fica falando que é difícil de passar, então eu fui com a cabeça cheia disso. Mas com o apoio dos meus amigos consegui me concentrar e fui aprovado”, diz ele. 

Guilherme começou a pegar gosto pelo futebol aos 10 anos, quando praticava futebol de salão. Agora, seis anos depois de começar a jogar, ele já terá uma oportunidade em um importante clube da região. “Esse é o meu grande sonho. Não tenho nem palavras para explicar como é bom ter sido aprovado. Meus pais estão muito orgulhosos”, diz ele, que sonha jogar em seu time do coração, o Palmeiras. 

Mesmo não podendo ir para a base da Ponte devido à idade, Adson não desanima. “Vou continuar fazendo os testes e treinar bastante para ser aprovado novamente”, garante ele. 

Agora, Diego e Guilherme aguardam o contato da Ponte Preta para realizar os exames médicos necessários. No início do ano que vem, os dois passaram a morar no Centro de Treinamento do time, em Campinas.  






Amor pelo futebol motiva Delagracia a ensinar
 
 
 
Em dezembro deste ano, o projeto social “América Futebol Clube”, comandado pelo professor Amauri José Delagracia, 52, completa dois anos. Tudo começou em 2004, quando Delagracia foi lecionar História e Geografia na Escola Estadual Professora Maria José Antônia Zeppeline (Escola do Cambará). Ele participava do projeto Escola da Família, que desenvolve atividades nos finais de semana para os alunos, e treinava a garotada no futebol de salão.

Entretanto, os alunos sempre pediam para Delagracia treina-los no futebol de campo. Alguns anos depois, em 2009, ele resolveu iniciar um projeto próprio e gratuito para todos os jovens da cidade, não apenas para os alunos do Cambará. Foi assim que surgiu o “América Futebol Clube”, homenagem de Delagracia a um time da cidade, de mesmo nome, no qual ele jogou na década de 1980.

Nesses dois anos, o único apoio do poder público que o projeto recebeu foi a permissão para utilizar o “Campo da Biquinha”. “Nós chegamos a pedir para usar outros campos da cidade que estão em melhor estado e são mais conservados, mas nunca concederam permissão. Então, seguimos treinando aqui mesmo”, diz Delagracia. 

No início, o projeto recebeu ajuda do Clube dos Veteranos e da Transportadora Ana Lúcia para compra de uniformes. Atualmente, a Indústria de Bebidas Paris ajuda os alunos com coletes de treino e uniformes. Entretanto, a locação de vans e ônibus para disputar amistosos regionais ou até mesmo viajar para realizar testes em times da região, é bancada pelo professor e os alunos através de “vaquinhas”. “Foi a forma que nós encontramos para não deixar de participar dos amistosos e correr atrás do sonho desses meninos, como está acontecendo agora com o Diego e o Guilherme”, diz ele. 

Apaixonado por futebol, Delagracia vê no projeto a chance de poder proporcionar para esses jovens o que ele não pode fazer em sua adolescência. “Antigamente, era tudo mais difícil. Quando adolescente, eu fui aprovado para jogar em alguns times da região, como o XV de Piracicaba, mas não pude ir porque precisava trabalhar e ter algo mais estável na vida. Hoje, a estrutura dos clubes são bem melhores e eles tem recursos para guiar esses jovens na carreira esportiva”, diz ele. 

Atualmente, cerca de 110 jovens treinam no América Futebol Clube. Os treinos acontecem em dois dias: terça-feira, das 15h às 17h e de quinta-feira de manhã, das Xh às Xh e a tarde, das 15h às 17h. “Poder proporcionar isso para esses jovens não tem preço. É uma grande alegria para mim”, diz Delagracia.

Ainda no mês de novembro, cerca de 40 atletas da cidade irão fazer testes para as categorias de base do time do Corinthians, que será realizado na cidade de Capivari em data a definir. 
 
 
 
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