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Memória - Luiz Caporale Neto (Lula)
Cidades
Escrito por André Rossi   
Sex, 21 de Dezembro de 2012 12:16
Bom gosto por música e culinária
 
Rio-pedrense era fã de música internacional e gostava de ir semanalmente até São Paulo para apreciar os pubs da capital paulista
 
 
 
Amante da boa música e da culinária refinada, Luiz Caporale Neto, conhecido popularmente como Lula, nasceu no dia 11 de maio de 1956 em Rio das Pedras. Filho dos finados Waldemar Caporale e Benedita Aparecida Hansem Caporale, ele cresceu ao lado dos irmãos Sérgio e Renato.
 
Lula nasceu com uma deficiência visual que o acompanhou por toda vida, mas nunca o impediu de adquirir conhecimento; ele tinha apenas cerca de 20% da visão.
 
“Ele era considerado por aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele uma pessoa de grande inteligência, já que ele entendia de diversos assuntos”, conta o irmão Renato Antonio Caporale.
 
No seu dia a dia, Lula gostava de andar pelas ruas de Rio das Pedras e frequentava sempre os mesmos lugares, que na grande maioria eram relacionados a som e vídeo. Inclusive, a música era uma área onde Lula sempre buscava se aprofundar e saber mais. 
 
Aos domingos, Lula frequentava o sítio da família Bianchim, onde passava momentos de descontração, como no café da tarde onde ele batia as claras em neve para fazer bolo para os amigos. 
 
Sempre em busca de mais conhecimento, Lula viajou pela Europa e passou por países como Alemanha, Escócia, Hungria, Portugal, Inglaterra, Itália, entre outros, acompanhado do primo Ernesto.  
 
O amigo Almir Urbano, que conheceu Lula há 17 anos atrás quando tinha começado sua carreira como DJ, lembra que ele sempre estava nas “baladas” da Cultural (Sociedade Cultural Riopedrense) rodeando o palco, que era a cabine de som do local. “O Lula era uma figura carismática. Possuía um enorme conhecimento em aparelhagem de som, detentor de um invejável acervo de discos e cds, todos originais, e cuidava deles como se fosse sua maior riqueza”, lembra Almir. “Quando tocava uma música que conhecia, ele ficava em pé, parado, batendo com uma das mãos em sua perna e a outra mexendo no seu óculos”.
 

A rotina e os passeios divertidos na capital
 
Semanalmente, Lula ia a São Paulo, onde gostava de apreciar uma boa comida. “Esse hábito ele herdou da nossa mãe, que era uma excelente cozinheira”, lembra Renato. Na capital paulista, ele também passava pela rua Santa Efigênia à procura de novidades relacionados ao seu maior hobby: a música. Ele adorava rock e conhecia muito de música internacional. 
 
Quem viveu de perto a rotina de Lula em São Paulo foi o amigo e motorista Élsio de Oliveira. “Eu conheço ele há cerca de 20 anos porque a irmã da minha esposa era casada com o irmão dele, o Renato. Há mais ou menos 10 anos, o tio dele, Osvaldo, faleceu. Com isso, o Lula me pediu, meio brincando, pra leva-lo a São Paulo. No fim, virou uma rotina, um trabalho e mais do que isso: o início de um grande fortalecimento na nossa amizade”, diz Élsio. 
 
Lula gostava de visitar os pubs de São Paulo e tomar chop quase todo final de semana, sempre levado e acompanhado por Élsio. “Ele era uma pessoa metódica. Toda quinta-queira, por exemplo, tinha que comer alguma massa acompanhada de brajola”, conta Élsio. “Lula tinha QI acima da média. Era muito inteligente e adorava passar tempo com a família, especialmente com os sobrinhos Marina, Renato, Camila e Eloisa”, diz ele.
 
Há três anos atrás, Lula teve que tirar a bexiga e a próstata devido à um câncer no local e passou a usar uma bolsa para a urina. No dia 24 de novembro de 2012, Lula começou a sentir mal e foi internado. Ele foi transferido para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde foi constatado que uma bactéria havia causado uma infecção generalizada. Ele não resistiu e faleceu no dia 26 de novembro aos 56 anos de idade.
 
“A imagem do Lula sentado em seu banco, com a cerveja na mão e a música ao fundo em alto som (a vizinhança que o diga) ficará para sempre na memória de todos que por ali (perto de sua casa) costumavam passar”, diz Renato.  

 
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