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Segunda - 11 de Dezembro de 2017
Memória - Hamilton Lopes de Almeida
Cidades
Escrito por André Rossi   
Sex, 21 de Dezembro de 2012 12:19
Dedicação e amor às causas sociais
 
Hamilton saiu de sua terra natal, na Bahia, aos 25 anos e veio para RDP morar com o irmão. Casou, teve filhos e se destacou na cidade
 
 
 
Muito ligado ao esporte e às causas sociais, Hamilton Lopes de Almeida nasceu no dia três de fevereiro de 1949 na cidade de Caculé, na Bahia. Filho de Vitalino Lopes de Almeida (já falecido) e Maria Souza Lopes, ele cresceu na pequena cidade baiana ao lado de onze irmãos.
 
Desde jovem, Hamilton era muito preocupado com as causas sociais. Sua cidade, Caculé, tinha poucas escolas, o que fazia com que a taxa de alfabetização fosse muito baixa. Com isso, ele ajudava as crianças da comunidade a aprenderem ler e escrever sem ganhar nada em troca. 
 
Aos 25 anos de idade, Hamilton resolveu sair de Caculé para buscar melhores condições de vida. Foi então que ele se mudou para Rio das Pedras, onde três de seus irmãos já estavam residindo. Depois de se instalar na casa do irmão José Lopes, Hamilton começou a trabalhar de ajudante na Usina São Jorge. Ele também atuou como ajudante nas empresas Real Química, de Mombuca e na Usina Bom Jesus. Depois, trabalhou como servente na Dedini. 
 
Em 21 de fevereiro de 1980, Hamilton se casou com Sônia Maria Garcia de Almeida; os dois se conheceram no coreto do jardim da Igreja Matriz. O casal teve quatro filhos: Paulo Roberto Lopes de Almeida Pinto, Ricardo Lopes de Almeida, Renato Lopes de Almeida e Graziela Lopes de Almeida. 
 
Hamiltou atuou como torneiro mecânico na Link Steel de 1985 à 1987. Foi nessa empresa em que ele sofreu um acidente durante o trabalho; uma peça caiu em cima de sua mão e ele teve que colocar platina em quatro dedos. Como não podia mais trabalhar em virtude do acidente, a família passou dificuldades financeiras durante um longo período, já que o dinheiro que Hamilton recebia pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) era muito pouco. A situação ficou mais tranquila quando os filhos mais velhos (Paulo, Ricardo e Renato) cresceram e começaram a trabalhar, ajudando no sustento da casa. 
 

O amor pelo bairro Cambará
 
Em 1997, a família de Hamilton se mudou para o bairro Cambará, onde ele pôde voltar a dar atenção ao lado social que tanto gostava. Através do esporte, ele começou a ajudar as crianças carentes, dando aulas de futebol e se envolvendo também com a escola do bairro, cuidando de uma horta e ensinando os alunos sobre plantação. 
 
Hamilton se envolveu com a política rio-pedrense para ajudar a trazer melhorias para o bairro Cambará. Foi através de iniciativa dele que o campo do bairro foi construído, por exemplo. Nos anos de 2010 e 2011, em virtude de seu trabalho voluntário dando aulas de futebol para as crianças, ele recebeu o prêmio “Destaque do Ano” na premiação anual entregue pela Secretaria de Esportes para pessoas que se destacam no meio esportivo da cidade.
 
Hamilton era um homem reservado, porém muito disposto. Era torcedor fanático do Flamengo e adorava fazer festa com os amigos. Não dispensava uma boa partida de truco e gostava de tocar violão.
 
No dia 15 de novembro de 2012, à noite, Hamiton começou a sentir dores muito fortes no peito e foi levado pelos filhos até o Pronto Socorro da cidade. Lá ele foi medicado e iria ser transferido para o Emcor (Emergência do Coração) de Piracicaba. Entretanto, o Emcor estava lotado e ele teve que ficar a madrugada inteira no Pronto Socorro esperando por uma vaga. Quase 12 horas depois, por volta das 10h do dia seguinte, o Emcor informou que havia uma vaga e ele foi levado de ambulância. Porém, na estrada, ele sofreu uma parada cardíaca. Os paramédicos tentarão reanimá-lo, mas Hamilton não resistiu e faleceu no dia 16 de novembro aos 63 anos de idade.
 
A missa de sétimo dia foi realizada no dia 24 de novembro. 

MENSAGEM DA FAMÍLIA
 
“Um homem batalhador, honesto, humilde e que sempre buscou o melhor para nós. Sempre sentiremos sua falta, mas só temos que agradecê-lo pelo que fez. Lembraremos sempre do seu jeito tímido e de suas broncas, que fizeram de nós o que somos hoje.
E os seus sorrisos que eram raros de se ver, sempre vamos amar e nos lembrar, porque sabemos que é com um sorriso no rosto que o Senhor quer ver a gente”.

 
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